sexta-feira, 8 de agosto de 2008

d'inventar

deitei na rede que não existia
assoviei a música que não sabia
olhei pra mulher que não havia
e pedi para lhe amar o amor que não sentia

sorriu, e com a cabeça assentiu
tímida, com a densidade de uma brisa
tomei-a nos braços
que não eram os meus

senti o que não sentia
chorei o que não sofria
vivi o que podia
enfim, parti

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